segunda-feira, 31 de maio de 2010

EM NOME DO PAI

Investigações sobre servidores fantasmas chega ao gabinete de Efraim Filho

A investigação da Polícia Legislativa do Senado Federal chegou agora ao gabinete do deputado federal paraibano Efraim Filho (DEM). Segundo a edição deste sábado (29) do Correio Braziliense, a secretária parlamentar Valéria Crysthina Lacerda de Vasconcelos, lotada no gabinete de Efraim Filho desde março de 2009, atendeu a pedido do pai de Mônica da Conceição Bicalho, o ex-motorista do senador Efraim conhecido como “Bicalho”, e pediu que seu marido, o pediatra Felipe Lacerda de Vasconcelos, fizesse o exame admissional de Kelriany Nascimento da Silva, 32 anos, funcionária fantasma do Senado.

De acordo com as investigações, tornadas públicas pelo jornal, o médico fez o exame admissional das servidoras contratadas irregularmente sem a guia de encaminhamento do RH do Senado. O deputado Efraim Filho afirmou ao Correio que não tem ligação com a história, apesar de Valéria ser lotada em seu gabinete. “Da minha parte, não tenho nada a ver com isso. Uma funcionária que tem uma aproximação lá, tem um marido que é médico e teve indicação lá, de um servidor do Senado, que era servidor da Câmara.”

Veja abaixo a matéria completa do Correio Braziliense.

Um favor para os fantasmas Médico fez o exame admissional das servidoras contratadas irregularmente sem a guia de encaminhamento do RH do Senado, mas a pedido do pai da acusada de participar da fraude

Josie Jeronimo

Mais uma funcionária do Congresso é envolvida no esquema de contratação de servidores fantasmas que atinge o gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB). Desta vez, as denúncias atingem a Câmara, no gabinete do filho do senador, o deputado Efraim Filho (DEM-PB). A secretária parlamentar Valéria Crysthina Lacerda de Vasconcelos, lotada no gabinete de Efraim Filho desde março de 2009, atendeu a pedido do pai de Mônica da Conceição Bicalho, o ex-motorista do senador Efraim conhecido como “Bicalho”, e pediu que seu marido, o pediatra Felipe Lacerda de Vasconcelos, fizesse o exame admissional de Kelriany Nascimento da Silva, 32 anos, funcionária fantasma do Senado.

Os exames admissionais de Kelriany e de sua irmã Kelly Janaína Nascimento da Silva foram feitos de maneira informal, sem guia de encaminhamento do setor de Recursos Humanos do Senado e por profissionais que não atuam na medicina do trabalho. O laudo de aptidão de Kelly também foi realizado por médica que prestou “favor” à família Bicalho para viabilizar o processo de contratação das fantasmas. A cirurgiã Caroline Neiva Mendes afirmou, em depoimento à Polícia Legislativa do Senado, que é da mesma igreja que as irmãs Mônica e Kátia da Conceição Bicalho, supostas recrutadoras das estudantes que estavam na folha de pagamento do Senado sem nunca terem trabalhado na Casa. “Elas são da mesma igreja. A médica contou que tanto a Mônica quanto a Kátia fizeram um pedido a ela, para fazer o exame”, informou o diretor da polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho.

A polícia do Senado vai quebrar o sigilo bancário de Kelriany e Kelly para apurar o destino dos salários pagos durante 13 meses A funcionária do gabinete de Efraim Filho mostrou-se indignada por envolver o marido no escândalo dos servidores fantasmas, ao atender pedido do motorista do senador. Valéria afirmou que se sentiu enganada pelo pai de Mônica. “Você nunca acha que uma pessoa que trabalha com você vai te envolver em um esquema desses. As pessoas ficam sabendo que meu marido é médico e pedem favor. Foi o pai da Mônica que pediu para atender. Até pensei que fosse para a filha dele.” Valéria também trabalhou no Senado, lotada na Primeira-Secretaria, com o senador.

Depoimento

O deputado Efraim Filho afirmou que não tem ligação com a história, apesar de Valéria ser lotada em seu gabinete. “Da minha parte, não tenho nada a ver com isso. Uma funcionária que tem uma aproximação lá, tem um marido que é médico e teve indicação lá, de um servidor do Senado, que era servidor da Câmara.” Depois dos depoimentos de Mônica e Kátia, previsto para segunda-feira, o pai das supostas recrutadoras será chamado para prestar esclarecimentos à Polícia Legislativa. Ontem, os investigadores ouviram os médicos que fizeram o exame admissional das estudantes. A funcionária do gabinete de Efraim Filho também será chamada a depor. Cinco funcionários do Congresso já tiveram o nome envolvido no escândalo das fantasmas. Com o depoimento dos médicos ontem, mais dois trabalhadores são acrescentados à lista de investigação.

O diretor da Polícia do Senado informou que pedirá a quebra do sigilo bancário de Kelly e Kelriany para apurar o destino do salário pago pela Casa durante 13 meses para as supostas funcionárias fantasmas. O advogado das estudantes, Geraldo Faustino, afirmou que a quebra de sigilo é de extrema importância para comprovar que as irmãs não ficaram com o dinheiro. De acordo com Faustino, Kelly e Kelriany não tinham conta-corrente antes de serem contratadas irregularmente pelo Senado. As estudantes mantinham apenas uma poupança.

Redação com Correio Brasiliense

domingo, 2 de maio de 2010

Executados a sangue frio

Os militares dos EUA estão analisando um vídeo, divulgado nesta semana na internet, que mostra um ataque de helicópteros Apache que deixou 12 mortos em 2007 em Bagdá, incluindo dois jornalistas da Reuters



Até então, o vídeo era secreto tamanha a brutalidade das imagens.
A gravação mostra uma vista aérea de um grupo de homens andando em uma praça de Bagdá.
O áudio que acompanha o vídeo reproduz a conversa entre os tripulantes do helicóptero.
Os militares falavam "como se estivessem jogando um jogo de computador e seu desejo fosse obter placares altos com a morte de oponentes".

Estudo genético em brasileiros negros

Os negros brasileiros são mais miscigenados que os negros americanos.

Uma recente pesquisa genética, encomendada pela BBC Brasil, analisou a ancestralidade de afro-brasileiros.[3]. A pesquisa contou com a participação de 120 brasileiros autodeclarados negros de São Paulo.

Para tal, foram analisados o cromossomo Y, herdado do pai, e o DNA mitocondrial, herdado da mãe. Ambos são passados de geração em geração e, por não se misturarem com outros materiais genéticos, permanecem intactos, salvo raras exceções de mutação. Analisando-os, pode-se encontrar a informação de que parte do mundo um ancestral relativamente próximo de uma pessoa veio.

Concluiu-se que, do lado paterno, metade (50%) dos negros brasileiros analisados têm um antepassado que veio da Europa, 48% que veio da África e 1,6% que era indígena. Do lado materno, 85% têm uma antepassada africana, 12,5% índia e apenas 2,5% européia.[4]

A explicação para uma maior ancestralidade européia no lado paterno de negros brasileiros e uma maior ancestralidade africana do lado materno se deve ao fato de que, por muito tempo na História do Brasil, havia mais homens brancos que mulheres brancas. Por esse fator, as relações inter-raciais entre homens europeus e mulheres africanas e indígenas era bastante comum.

Comparando-se aos negros americanos, os afro-brasileiros são largamente mais miscigenados: o mesmo estudo genético apontou que, majoritariamente, os negros americanos possuem 80% de sua ancestralidade africana subsaariana. Os outros 20% são, majoritariamente, oriunda de mistura com europeus e indígenas. Cerca de 40% dos afro-americanos também possuem alguma ancestralidade indígena americana.[5]

Ao contrário do Brasil, nos Estados Unidos o fenômeno da miscigenação foi pequeno: no país, até 1967, vigoravam inclusive leis anti-miscigenação.[6]

Estudo genético em brancos brasileiros

O estudo genético mais expressivo já feito na população brasileira foi o realizado pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Nele, foi analisado o DNA de 200 brasileiros que se autodeclararam brancos (que formam a maioria da população, 53%), de quatro regiões administrativas do país: Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

Milhões de brasileiros levam em seu DNA genes de índios extintos há séculos.

O estudo analisou o cromossomo sexual Y (presente apenas em homens), que é passado de geração em geração, de pai para filho. Também foi analisado o DNA mitocondrial, passado de mãe para filho ou filha. O cromossomo Y e o DNA mitocondrial fornecem informações complementares, permitindo traçar patrilinhagens e matrilinhagens que alcançam dezenas de gerações no passado, podendo assim reconstruir a história genética de um povo.[2]

Ancestralidade indígena e negra em brasileiros brancos

Através desse mapeamento genético, chegou-se a conclusão que o brasileiro de cor branca é descendente quase que exclusivamente de europeus do lado paterno (98%). Já no lado materno, apresenta uma intensa miscigenação: 33% de linhagens ameríndias, 28% de africanas e 39% de européias. Isso é explicado historicamente: no início da colonização, os colonos portugueses não trouxeram suas mulheres, o que acarretou no relacionamente entre homens portugueses com mulheres indígenas e, mais tarde, com as africanas. Em outras palavras, a maior parte dos brancos do Brasil tem 98% de seus antepassados homens oriundos da Europa, enquanto 60% de suas antepassadas eram indígenas ou africanas.

Influência portuguesa no DNA brasileiro

Imigrantes portugueses à espera do navio para o Brasil, século XX.

Os portugueses formaram o maior grupo de imigrantes a desembarcar no Brasil e, por isso, o DNA de brasileiros brancos e de portugueses é extremamente semelhante. Características genéticas dos portugueses estão evidentes nos brasileiros: o haplótipo 21, encontrado no Norte da África é bastante presente em brasileiros (14%) e portugueses (12%), atingindo quase 25% no Algarve (extremo Sul de Portugal) e é oriundo dos invasores mouros provenientes do norte africano, que governaram Portugal por 700 anos. Outra característica portuguesa evidente nos brasileiros é o haplogrupo 9, trazido provavelmente por judeus e cristão-novos portugueses que se estabeleceram no Brasil.

Influência dos imigrantes no DNA brasileiro

Os diversos grupos de imigrantes que se estabeleceram no Brasil a partir da segunda metade do século XIX também deixaram marcas no DNA brasileiro. No Sul do Brasil a ocorrência do haplogrupo 2 (19%), é maior que em Portugal (13%), esse fato se deve provavelmente à forte presença de alemães e italianos na região.

Conclusão

Já se esperava encontrar evidências genéticas de ancestralidade não-européia em brasileiros brancos, porém, não se esperava encontrar números tão altos. O pai, avôs e bisavôs e o todos os antepassados homens de brasileiros brancos são, em sua maioria, descendentes de portugueses. Já a mãe, avós e bisavós e antepassadas mulheres são, majoritariamente, miscigenadas entre brancos, índios e negros. Outra surpresa foi encontrar mais ancestralidade indígena do que africana: isso permite afirmar que 45 milhões de brasileiros brancos carregam em sua carga genética DNA de antepassados indígenas e 30% têm ancestralidade africana.

Esse estudo genético, embora insuficiente, afinal, analisou apenas 200 amostras de DNA em um país de 188 milhões de pessoas, pode ser usado, principalmente, contra o racismo, afinal, um brasileiro, mesmo que sendo branco, provavelmente leva em seu sangue os genes de antepassados indígenas e africanos.

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sábado, 1 de maio de 2010

28/04/2010
FANATISMO RELIGIOSO

Fiel da Universal mata pais; motivo seria dinheiro para o dízimo

Policiais de Timon ficaram chocados na manhã de domingo (25) quando viram os corpos ensanguentados de Lourival Rodrigues da Silva, 73, e Joana Borges de Oliveira e Silva, 71. Eles foram mortos a golpes de machado, faca e serrote pela sua filha adotiva Lineuza Oliveira e Silva, 24.

Timon é uma cidade do Maranhão. Tem 150 mil habitantes e fica a 450 km de São Luís, a capital do Estado. Faz fronteira com Piauí.

O delegado Ricardo Hérlon Furtado disse que, em depoimento, a jovem descreveu como matou os país quando estavam dormindo. “Ela subiu na mãe, desferiu o primeiro golpe e depois outro.”

Nas últimas semanas, Lindeuza falava muito em ficar rica – uma obsessão.

Ela cometeu o crime porque os seus pais teriam lhe negado dinheiro para pagar o dízimo da Igreja Universal e já teria vendido a TV dos pais para pagar o dízimo.

“O pastor disse que, se aumentasse o valor do dízimo, se desse R$ 5 mil, ela ia ganhar muito mais de volta, de Deus”, falou uma vizinha. “Então ela foi pedir o dinheiro para os velhinhos.”

"Ela está com certo grau de fanatismo religioso", disse Wládia Olanda, que é a delegada que colheu o depoimento da moça.

Lineuza sofre de transtornos mentais, segundo parentes e vizinhos. Dizia que vozes mandavam ela matar sua família, incluindo seus quatro filhos – um casal de gêmeos de 2 anos, uma menina de 4 e uma menino de 5. Todos moram com o pai desde quando ele se separou dela.

Um pastor da Universal — que pediu à imprensa que seu nome não seja publicado — falou que a jovem tinha deixado de frequentar os cultos há nove meses. Disse que ela também ia a Igreja Paz e Amor, e negou que tivesse pressionado-a por mais dízimo.

Em entrevista a jornalistas [vídeo abaixo], Lineuza não deu conta da gravidade do seu crime. Elogiou a Universal e, em relação à morte dos país, falou que “do pó viemos e para o pó iremos”.

O delegado encaminhou Lineuza para exames psiquiátricos e vai ouvir os pastores responsáveis pela Universal do bairro Formosa da cidade.
Comentários:

Essas igrejas são verdadeiros esconderijos de estupradores,homicidas ,pedofilos ,estelionatarios,drogados,psicopatas...Todos se escondem atrás da Biblia...Todos viram obreiros...Todos foram tentados pelo demo....Ninguém assume nada...

Até que ponto chega a lavagem cerebral feita por esses "pastores" da Universal e de outras do mesmo calibre. A exploração dessas pessoas é simplesmente caso de polícia. Lamentável...